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Empresas históricas que se transformaram para conquistar o mercado

Diego Figueredo (*) 

“Se, em 306, quando Constantino assumiu o trono, alguém sugerisse que o cristianismo viria a se tornar a religião oficial de Roma, ele seria expulso da sala às gargalhadas”, explica Yuval Noah Harari, no livro ‘Sapiens: Uma Breve história da Humanidade’, sobre a imprevisibilidade da história humana. Em perspectivas diferentes, a mesma lógica pode ser aplicada às empresas.

Ao enfrentar obstáculos complexos em sua trajetória, negócios de todos os tamanhos precisam se adaptar e se transformar completamente para continuarem competitivos. Durante a história, importantes empresas precisaram passar por esse processo de forma contundente. Após enxergarem oportunidades, inovaram e conseguiram alcançar o sucesso em seus objetivos para se tornarem algumas das mais importantes da atualidade. 

Talvez a maior história de sucesso da transformação digital seja a Netflix. É até difícil imaginar que a companhia de 100 bilhões de dólares em valor de mercado e mais de 110 milhões de assinantes pagantes começou com um serviço para emprestar DVDs pelos correios. De lá, até chegar aos mais de 190 países e incomodar os maiores players de mídia do mundo, a Netflix apostou numa tecnologia revolucionária, transformou o plano de negócios, enxergou um futuro diferente e soube como agir na vanguarda da sociedade. 

Outra que se destaca neste cenário inovador é a Nintendo. Em 1989, quando foi fundada, ela criava cartões de uma espécie de baralho de cartas para jogos. Aos poucos, a empresa japonesa mudou, mas os primeiros investimentos não foram nem um pouco certeiros: redes de moteis e companhias de táxis. Foi apenas em 1974 que a companhia começou a desenvolver consoles de videogames. Do Odyssey 100 ao Nintendo Switch, a marca se consolidou como uma das maiores e mais reverenciadas grupos de tecnologia da atualidade.

Atuando em um setor totalmente diferente, a Shell é, hoje, uma das maiores multinacionais relacionadas à refinação de petróleo do mundo. Mas, em 1830, a companhia era uma pequena loja de antiguidades em Londres. Foram os filhos do fundador, Marcus Samuel, que começaram a impulsionar a mudança, apostando na exportação dos materiais que eram vendidos no local e depois. Os navios utilizados para o transporte voltavam para Londres carregados de mercadorias do Japão e da China.

Aproveitando o mercado potencial e o boom global do petróleo, os irmãos construíram o primeiro navio petroleiro do mundo para navegar o Canal de Suez e passaram a abastecer a Europa. Passou-se mais de um século do epicentro potencial até os mais de 44 mil postos da Shell no mundo, mas a empresa sempre foi visionária para permanecer no topo.

Fazer uma empresa secular vencer não é uma tarefa fácil. Em 1850, no estado de Nova York, três amigos se uniram para criar um serviço de transporte de valores, bens, mercadorias e produtos financeiros. Entre o carregamento da primeira ordem de crédito a ser emitida por uma empresa privada até se estabelecer como uma das maiores empresas de serviços financeiros e cartões de crédito dos Estados Unidos. 

O faro para enxergar as oportunidades se manteve afiado desde o início. Os avanços tecnológicos provocam mudanças radicais nos processos de produção, nas relações de trabalho e nas empresas, que precisam se adaptar cada vez mais rápidas às mudanças. É preciso, então, manter o olho aberto para saber qual é a hora de agir e como trabalhar para alcançar os resultados mais significativos e prósperos.

(*) CEO da Nexo AI.