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No Brasil, automação poderá roubar 53 milhões de empregos

 

Todas os setores da economia serão afetados e as desilgualdades salariais e sociais serão ainda maiores

Mesmo com uma defasagem tecnológica em relação a outros países, a automação deve impactar metade da força de trabalho no Brasil até 2055, segundo um levantamento da consultoria Mckinsey. Assim, 53 milhões de empregos no país passarão por algum nível de automação, eliminando os postos de trabalho dos humanos.

A maioria desses postos de trabalho – cerca de 11 milhões – estão na indústria brasileira. Mesmo não sendo o setor que mais emprega no país, ele é o que possui o maior potencial de inserção de tecnologias de automação nos próximos anos – 70%. Dentro do setor de serviços, campeão de empregos no país, a área na qual a automatização mais deve avançar é a de acomodação e alimentação. Cerca de 2,2 milhões de trabalhadores que atuam em hotéis, restaurantes e áreas afins em todo o país terão suas atividades afetadas, em meio ou menor medida, pela automatização.

A Expectativa, de acordo com o estudo da Mckinsey, é que na próxima década, a automação irá eliminar 5% das ocupações e impactar quase todos os postos de trabalho em maior ou menor grau, enquanto que em 60% dos postos de trabalho, um terço das atividades será automatizada. Mundialmente, o estudo aponta que mais de 800 milhões de pessoas terão perdidoo seu posto para os robõs.

Os efeitos da automação também serão diferentes de país para país, aponta o relatório. As economias mais desenvolvidas, como os Estados Unidos e a Alemanha, provavelmente serão mais atingidas pelas mudanças futuras, tendo em vista que salários médios mais altos incentivam a automação. 

Desigualdades e instabilidades políticas

Outra consequência proporcionada pela ascensão da inteligência artificial apontada pela consultoria Mckinsey está relacionada ao ao crescimento da desigualdade social: a desigualdade entre os salários deve crescer, possivelmente levando a instabilidades políticas. O estudo chama atenção ao protagonismo dos governos: "a história mostra numerosos exemplos de países que passaram com sucesso a onda de mudanças tecnológicas, investindo em seus trabalhadores e adaptando políticas, instituições, e modelos de negócios para a nova era. Esperamos que este relatório leve os líderes a essa direção mais uma vez."

 

 

 

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