Como a implementação de BI pode ajudar as agências de comunicação?

A publicidade mudou exponencialmente nos últimos 10 anos e nada indica que esse ritmo de mudança irá desacelerar. Já é possível perceber grandes anunciantes colocarem mais de 50% de seu budget de mídia em publicidade online, para comprovar, um relatório da eMarketer, divulgado em 2019, apontou um crescimento de 14,1% no investimento em publicidade digital na América Latina, onde o Brasil foi considerado o maior mercado de anúncios, com 53% de todo o investimento do segmento na região.

Por conta desse ritmo acelerado a demanda por informações que direcionam as estratégias e comprovam os resultados cresce em conjunto. Uma agência com uma área de BI, que nada mais é do que uma pessoa que analisará dados a respeito do desempenho da empresa e transformará tudo em bases acionáveis para melhorar a performance de vendas, será acionada para aprovar ideias e tangibilizar resultados com os clientes.

Além desses benefícios citados, o trabalho de BI também descobre oportunidades não óbvias como um incremento de vendas em uma região específica que pode ser bem aproveitado, uma melhor rentabilidade para investimento realizados com direcionamento para mulheres de 25 a 40 anos, diferenciação de tipos de usuários, quem compra com recorrência, primeira compra, tickets médios mais altos, entre diversos outros. Os dados transformados em informações apontam caminhos para melhorias, onde qualquer teste passa por uma análise para validar se funciona ou não agir de determinada forma.

Quando a agência integra todos esses dados no dia a dia dos funcionários, isso permite uma renovação constante na performance da empresa. Saímos de um mundo sem análise, onde todas as informações eram catalogadas em livros, para um mundo onde tudo é monitorado em um banco virtual. O próximo passo é ser eficiente em observar todos esses aspectos, que na maioria das vezes fica salvo sem ser utilizado.

Para alavancar o desenvolvimento das empresas no mercado existem diversas opções, mas pode-se dizer que o Excel é a mais conhecida delas, por sua flexibilidade, porém que necessita de um trabalho para setup e - geralmente - uma atualização e consolidação de dados, além de limitações de volume. Logo depois as ferramentas mais robustas e especializadas como o Power BI (Microsoft) e Tableau são grandes opções.

Essas ferramentas precisam de conexão a um banco de dados, que por sua vez, precisa ter conexão com as fontes para que possam compilar todas as informações em um só lugar. Os usuários ficam responsáveis por toda a modelagem e organização, então em um ambiente onde há constante mudança, pode se tornar bem árduo o trabalho de manter estes dados corretamente atualizados e organizados.

(*) CTO do AdClub.