Smart Homes: uma tendência para o profissional de TI

Uma das coisas que a revolução digital possibilitou foi o alcance da automação residencial, ou das Smart Homes (em inglês), às mais diversas nações. Acredita-se que em breve deixará de ser apenas um conceito para o brasileiro: monitorar residências é uma das próximas prerrogativas que um celular, por meio de aplicativos, poderá fornecer ao usuário.

Enquanto isso, o Brasil já se consolidou como o país com mais usuários de smartphones da América Latina desde 2017, segundo o relatório apresentado pelo GSMA Mobile World Congress, maior exposição do mundo que diz respeito a tecnologia móvel. A Accenture, empresa global de consultoria de gestão, tecnologia da informação e outsourcing, prevê o adicional de $100 bilhões de lucro na indústria da comunicação até 2025 - tudo devido às automações.Imagine-se chegando em casa com fome depois de um longo dia de trabalho. Mas dessa vez, você não precisa abrir a geladeira – ela te mostra, por meio de um gráfico externo, o que falta para a sua refeição. Em alguns toques, você realiza uma compra na própria geladeira e, em minutos, o produto faltante está à sua porta. Digna de filme, esta situação é recorrente em países asiáticos que provam que dispositivos eletrônicos estão interligados, inclusive, em nossa casa. A ioT (Internet das Coisas) já é uma realidade em nosso dia a dia e seu crescimento é notável graças a rotina atribulada do indivíduo dentro do mundo globalizado.

Apesar do cenário otimista, temos conhecimento de que, atualmente, as casas inteligentes são sinônimos para projetos imobiliários de altíssimos custos. A expansão, mesmo que promissora, enfrentará dificuldades financeiras e tecnológicas no caminho. No entanto, isso não significa que não há espaço para a atuação do profissional de TI dentro desse ambiente. O número de especialistas no Brasil soma mais de 1,3 milhão, cenário que demanda muito mais expertise do profissional para diversas tarefas.

Recentemente, a CES (Global Stage Innovation), maior feira de produtos tecnológicos do mundo, apresentou itens sofisticados como geladeiras que informam o prazo de validade dos alimentos, fornos que cozinham sozinhos, robôs dobradores de roupas e vassouras que vasculham o chão em busca de sujeira. Portanto, é de exímia necessidade que o profissional seja integrado e entenda tanto de hardware quanto de software.

Logo, imaginamos que o profissional de TI deve ter o domínio e conhecimento sobre as principais atribuições que uma casa inteligente possa ter: configurar em nuvens de rede, atribuir internet de alta performance e deter conhecimento sistêmico dos mais diversos hardwares e softwares são os maiores exemplos.

O mercado global do profissional de TI prevê um crescimento cada vez maior com as novas automações que a IoT pode trazer. Não à toa que a Gartner, consultoria de tecnologia, consolidou um aumento de 5,1% para este mercado, a níveis mundiais, apenas em 2017. Pelo pouco que podemos observar, esse valor dificilmente declinará.

(*) CEO fundador da startup nerd2.me.