E-commerce para automação industrial marca mudanças de paradigmas no setor

Já faz alguns anos que a maneira de comprar livros, roupas, comida e eletrônicos mudou. Se voltarmos um pouco no tempo, é possível lembrar que a aquisição de produtos pela internet era vista com desconfiança por parte do consumidor. E isso não só no Brasil, tendo em vista que o mundo todo era assim. Será que vão entregar? E se a calça não servir? Essas eram perguntas que muitos de nós fazíamos antes de concretizar uma transação pela internet.

 

O tempo passou junto com a insegurança no serviço. E hoje é quase impossível imaginar nosso cotidiano sem as facilidades do comércio eletrônico. Porém, muitos ainda associam a compra online voltada exclusivamente para o consumidor final. A realidade é que hoje em dia empresas compram de empresas diretamente pela internet, adquirindo produtos de diferentes categorias e que muitas vezes são fundamentais para o negócio.

De acordo com pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em parceria com a Ebit, o e-commerce representou 4,7% do faturamento total do mercado B2B no Brasil. E esse número tende a crescer ainda mais neste ano. Para 2018, a tendência é que essa porcentagem suba para 5,5%.

Nesse sentido, a Festo tem inovado constantemente. Possuímos uma ferramenta que é muito mais do que apenas uma maneira direta de comprar produtos, proporcionando ao cliente o apoio certo durante a fase de planejamento, compras e trabalhos de manutenção de um produto na indústria. O e-commerce B2B permite que a aquisição de soluções ou a simples rotina de fazer cotações muito mais simples e ágeis.

Na Alemanha, sede da Festo, na qual Indústria 4.0 já é uma realidade, a plataforma de e-commerce voltada para compras B2B existe há oito anos. No Brasil, o serviço é relativamente novo. Está no ar desde 2014 e já é possível notar os avanços da plataforma em relação ao uso por parte de clientes brasileiros.

Atualmente, mais de 10% do faturamento da Festo Brasil se deve às transações online e nossa expectativa é que em cinco anos esse índice chegue a 30%. Novos investimentos para melhorar a experiência dos nossos clientes entrarão em vigor e o objetivo final é que nossos canais passem a operar no modelo ominichanel.

(*) Diretor geral do Cluster América do Sul da Festo.