Colaboração entre a área da saúde e as TIC é essencial para melhorar a qualidade de atenção aos cidadãos

Em toda a América Latina existem diferentes experiências de implementação das TIC nos sistemas de saúde com diversos enfoques, modalidades e serviços, de acordo com o relatório Casos de Estudo de Telessaúde na América Latina da 5G Americas.

A Telessaúde é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como utilidade eficiente em termos de custo das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) para a saúde e áreas relacionadas. Este é um processo de transformação dos cuidados com a saúde para com os cidadãos. Na América Latina, as iniciativas relacionadas com a telessaúde consolidam diferentes modalidades, principalmente em programas nacionais, registros de histórico clínico de pacientes e aplicativos de saúde e educação, segundo indica o relatório Casos de Estudo de Telessaúde na América Latina publicado pela 5G Americas.

De acordo com o estudo, em geral, os planos nacionais são desenvolvidos pelas carteiras responsáveis pela conectividade, com assessoramento dos ministérios de saúde de cada um dos países. Estes formam políticas integrais que contemplam o desenvolvimento de diferentes âmbitos da saúde, ainda que também estejam centrados nas opções de universalizar o setor alcançando áreas distantes dos centros urbanos.

Outra iniciativa frequente é o histórico clínico eletrônico (HCE), uma ferramenta que permite aos profissionais da saúde contar com mais informação no momento de atender um paciente, melhorando dessa maneira a atenção, prevenção e tratamento. Também oferece outros benefícios como melhores condições para tratamentos de longo prazo, enriquecimento dos conhecimentos médicos, entre outros.

Assim, no quesito saúde e educação destacam-se os Cursos Online Massivos e Abertos (COMA) que são alternativas de ensino e aprendizagem, de acesso gratuito, massivo e online para profissionais da saúde.

Finalmente, existem também diferentes aplicativos móveis orientados a alcançar o público massivo, seja para gerar ações de medicina preventiva, para controle de doenças crônicas ou de tratamentos que exigem acompanhamento esporádico de longo prazo. Também existem aquelas cuja missão é oferecer apoio para familiares de pessoas com diferentes transtornos, que redundam em uma melhor qualidade de vida e inserção social e familiar do paciente.

Entre as conclusões, o relatório ressalta a necessidade de uma estratégia que contemple o desenvolvimento da conectividade nos diferentes países da região, particularmente das redes de banda larga sem fio e da cobertura em áreas rurais e distantes dos principais centros urbanos, cujas problemáticas principais são a disponibilidade de espectro radioelétrico e travas burocráticas no desenvolvimento de infraestrutura. Também é importante que se adotem medidas para facilitar o acesso da população aos dispositivos como smartphones, tablets e computadores, que permitem aproveitar os benefícios dos aplicativos e serviços de saúde por parte de uma maior quantidade de pessoas.

O relatório Casos de Estudo de Telessaúde na América Latina da 5G Americas pode ser baixado AQUI.

(*) Diretor da 5G Americas para América Latina e Caribe.