Código de barras leva Brasil Criart melhorar a produção artesanal

Publicado em Terça, 22 Janeiro 2019 21:21
Escrito por Equipe IT Portal

A tábua de passar roupas, que ficava na cozinha da casa, deu origem à produção de artesanato da Brasil Criart, em 2005. Ali, ganharam formas os noivos de biscuit, carro-chefe das criações, junto com outros artigos de decoração para festas de casamento, nascimento e formatura.

A venda da linha de produtos, que inclui também utilidades e diversos tipos de presentes, era feita basicamente para o consumidor final. Dez anos depois, veio a decisão de investir para expandir os negócios. E o caminho escolhido para alcançar os mercados foi a padronização global via códigos de barras da GS1.

Em 2005, a Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil recebeu a Brasil Criart como associada com o pedido de 12 códigos de barras nos padrões EAN 13. “Hoje, estamos caminhando para 22.000 códigos em função da abertura de grandes oportunidades, com fornecimento para supermercados, redes de lojas, atacadistas e distribuidores”, comemora Rafael Angelo Abud, fundador da Brasil Criart.

A primeira venda em maior volume ocorreu após a associação à GS1 e adoção do código de barras. “Foi quando nosso sonho realmente virou realidade. A partir de então, a linha de produtos começou a crescer, com itens de aniversário e velas decorativas”, conta Ana Ávila, artista e fundadora da Brasil Criart.

O relacionamento com a Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil não parou por aí. A Brasil Criart é uma associada ativa na participação em cursos, feiras e workshops promovidos pela entidade. “Não foi somente o código de barras que abriu as portas, mas também as rodadas de negócios, os encontros de empreendedores promovidos lá dentro que nos possibilitaram muito conhecimento”, diz Abud, ao destacar que a iniciativa permitiu alcançar também o objetivo de gerar mais empregos.

Desde a sua fundação, a Brasil Criart busca investir em projetos que possibilitem a geração de emprego e renda na comunidade em que está inserida, no Jardim Peri, em São Paulo. “Queremos que as pessoas que trabalham conosco saiam das drogas, se motivem e se orientem profissionalmente”, destaca Abud. “Estamos ajudando essas pessoas, e a empresa faz a diferença na vida delas”, comemora Ana.

Os benefícios obtidos pela empresa – inclusive na comunidade em que atua – e a relevância do processo de inovação em seus resultados levaram a Brasil Criart a receber o 21º Prêmio Automação na categoria MPE - Micro e Pequenas Empresas, em novembro de 2018. O evento é a maior premiação para reconhecer empresas, instituições de ensino e profissionais que apostam em projetos de automação, seguindo os padrões GS1. A distinção reconhece a criatividade e os esforços das empresas e profissionais brasileiros que se destacam no uso de automação e padronização para aprimorar a gestão do seu negócio.

O que é o EAN?

Os padrões do EAN(European Article Numbering) foram desenvolvidos para serem usados nos PDVs (Pontos de Vendas). Sendo assim, estão presentes em quase 100% dos produtos que circulam pelo varejo. Suas estruturas facilitam a identificação pelo equipamento de leitura — e por isso são tão difundidos.

O EAN é um código de barras que, em geral, encapsula 13 números que identificam um determinado produto, contemplando informações como país de origem, fabricante, identificação do produto e dígito verificador.

O que é a codificação de produtos?

A codificação de produtos, de uma maneira bem ampla, é o ato de atribuir um código único para cada tipo de produto de forma a identificá-lo com maior facilidade. Ela pode ser feita de diversas formas, utilizando diferentes metodologias. Quando uma pequena fábrica tem seu início, a criação de códigos manuais, controlados via planilha pode ser suficiente para o tamanho da demanda. Contudo, à medida que o negócio cresce, é necessário tomar medidas mais profissionais e efetivas para conseguir mais escalabilidade. Nesse cenário, o código de barras se torna essencial.

Quais os benefícios de codificar os produtos?

A codificação de produtos não é necessariamente obrigatória para sua distribuição em estabelecimentos menores e mais informais como feiras locais, por exemplo. Contudo, a falta do código de barras limita (e muito) as possibilidades de expansão das vendas para o mercado formal, online e exportação.

Cumprimento de exigências do mercado

O código de barras é um item obrigatório para grande parte das transações comerciais. A maioria delas não chega a ser uma exigência legal, mas, sim, das empresas que compõem a cadeia de de abastecimento. Isso porque ele proporciona diversas facilidades como a rastreabilidade e segurança contra fraude. Assim, ele aumenta o nível de confiança da empresa e abre as portas para novas parcerias e canais de distribuição.

Maior controle da produção

O código de barras ajuda a administrar melhor a fabricação, visto que ele carrega consigo diversas informações sobre todo o processo de produção. Além disso, ele é de fácil leitura o que facilita a implementação de sistemas de automação. Dessa forma, a empresa é capaz de crescer sem perder o controle do processo.

Melhoria da gestão de estoque

A gestão de estoque é uma das partes mais importantes em negócio produtivo, afinal, ela impacta diretamente nos resultados operacionais e financeiros da empresa. O uso de código de barras permite que os lotes sejam identificados e acompanhados desde a produção até a entrega ao consumidor final. Assim, evita-se o problema com a falta, excesso e até mesmo o vencimento dos produtos por falta de organização do estoque.