Pesquisa revela nível de maturidade da área Fiscal nas empresas

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Esta pesquisa privilegiou empresas de médio e grande porte. Cerca de 80% dos respondentes são empresas com faturamento anual superior a R$ 100 milhões, sendo que mais da metade dos respondentes faturam acima de R$ 600 milhões por ano.

O primeiro tópico da pesquisa é em relação à estrutura organizacional. Em 49% das empresas, a área Fiscal se reporta para a diretoria financeira e 36% reportam-se para a Controladoria. Apenas 3% dos entrevistados responderam que o reporte é feito para presidência ou superintendência da empresa como mostra o gráfico abaixo. “Isso me leva a deduzir que, na maioria das empresas, existe um departamento tributário mais próximo a estratégia da empresa, participando também de atividades relacionadas a planejamento tributário”, diz Marcelo Kenji, presidente do Confeb.

Quando o assunto é a participação do gestor fiscal ou tributário no board da empresa, 57% responderam que isso não acontece, enquanto 43% dos respondentes disseram que sim.

Quanto à sinergia entre áreas fiscal/tributária e financeira, a pesquisa revelou que 42% dizem que há uma sinergia muito grande, inclusive com reuniões recorrentes. 37% indicaram ter um nível médio de sinergia e apenas 21% responderam que o envolvimento entre as áreas é baixo e com reuniões realizadas apenas quando possível. “Existe uma oportunidade imensa em desenvolver habilidades de comunicação entre áreas, que deveriam trabalhar sincronizados uns com os outros. Havendo sinergia entre estas áreas, com certeza há uma melhoria significativa com relação à performance, através de melhorias contínuas e lean”, ressalta Kenji.

Um dos principais pontos abordados nesta pesquisa é se as empresas realizam planejamento tributário. Nesse quesito, é possível perceber que não há restrição para se atuar neste campo dentro da empresa, pois 41% dos respondentes disseram que realizam, apesar de ser em estágio moderado, enquanto 23% consideram que realizam, inclusive com controle de riscos e provimento de visibilidade dos próximos anos. Porém, 27% das empresas realizam superficialmente o planejamento tributário.

Em relação ao entendimento da complexidade do sistema tributário, a pesquisa apontou que 45% possuem nível alto, com conhecimento pleno do cenário legislativo, enquanto 50% disseram ter alto conhecimento no assunto.

Outro questionamento levantou se as empresas possuem práticas padrões de compliance no tributário, o resultado mostra que 45% responderam que sim, enquanto 55% responderam que não.

Falando sobre Inteligência Fiscal, 31% dos respondentes apontaram que existe a prática de análise de informações para recomendação de decisões estratégicas da operação constantemente e ainda utilizando matrizes, 53% responderam que atuam moderadamente e 16% revelaram que não existe a prática.

O último tópico desta pesquisa, levantou o número de empresas que utilizam indicadores de performance para a área. A maioria, isto é, 38% responderam que não possuem indicadores, enquanto 27% disseram que trabalham com indicadores e 36% avaliam que seus indicadores ainda são pouco convincentes como mostra o gráfico abaixo.“O profissional da área de impostos é resistente a implementação dessas ferramentas por tomar muito tempo para atualizá-las”, revela Kenji.


Tecnologia

A pesquisa “Índice de Maturidade da Área Fiscal nas Empresas Brasileiras – Cenário 2010” também delineou o cenário atual referente às tecnologias usadas pelas áreas Fiscais nas empresas brasileiras.

O primeiro tópico abordado foi sobre a utilização de sistema de solução fiscal. 54% das empresas responderam positivamente e que ainda possuem um sistema específico de gestão fiscal. 32% revelaram que possuem o sistema de solução fiscal “nativo” do ERP e apenas 15% responderam que não possuem.

Quanto à adequação das empresas ao SPED Fiscal, 44% afirmaram já estarem devidamente adequadas e que isso trouxe melhorias para a companhia. 29% disseram que também estão adequadas, porém, manteve boa parte de seus processos inalterados, enquanto 27% afirmaram ainda não estarem adequadas ao SPED Fiscal.

Os números do SPED Contábil revelam que a maioria das empresas estão adequadas ao sistema, sendo que 44% das empresas tiveram resultados trazendo melhorias para a companhia e em 51% dos casos disseram estarem adequados, mas com boa parte dos processos inalterados.

Quando o assunto é o e-Lalur, 66% dos respondentes ainda não estão devidamente adequados, isso acontece por causa da não obrigatoriedade do sistema. O mesmo acontece com o CT-e, onde 85% dos respondentes afirmaram não estarem adequados por ser ainda uma novidade.

61% dos respondentes afirmaram estarem adequados ao FCONT, enquanto 39% revelaram que ainda não estão adeptos ao sistema.

Quando questionados sobre a dificuldade de obter os dados desejados, o gráfico abaixo prova que apenas 22% responderam que encontram tudo rapidamente e com fácil acesso. A grande maioria revelou que encontra tudo, porém, o processo é demora quando é necessário extrair os dados. Felizmente, apenas 12% demora muito para obter os dados e quase não encontram o que procuram. “As empresas nos últimos anos, em detrimento da tecnologia, escassez de recursos e alta rotatividade de pessoas, não possuí um programa sério de retenção de documentos. Isto se dá pela falta de profissionais dedicados a manutenção de arquivos, mas que gera retrabalho e ineficiência do departamento”, conta Marcelo Kenji.

Para finalizar, a pesquisa do Confeb questionou as empresas sobre a capacidade da área em cruzar dados. 41% dos respondentes disseram ser capazes de cruzar todos os dados que necessitam para análises, enquanto 46% conseguem cruzar parcialmente e 12% disseram não ter essa possibilidade e recursos para cruzar dados, assim como revela o gráfico abaixo. “Com o Sped, isso se tornou uma necessidade para evitar questionamentos futuros por parte das autoridades fiscais. Percepção esta já captada pelas empresas”, finaliza Kenji.

Fonte: Confeb

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